2016 | Caipirinha Prendada

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Caipirinha com Jambu

Durante a Expo Cachaça deste ano (2016), tive a oportunidade de conhecer uma cachaça, na verdade uma aguardente feita com jambu, aquela florzinha de uma erva típica do norte do Brasil, mais especificamente do Pará e que deixa a língua adormecida, conhece? Se não, confira todos os detalhes sobre o Jambu neste clicando aqui.

Então, sabe que ficou gostosa e até adormeceu um pouco a língua. Amassei algumas folhas e flores da planta, junto ao limão e açúcar. Escolhi a cachaça Prata do Alambique Bassi, lá de Santa Mariana (PR). Ela possui 41% de álcool e é um dos rótulos premiados que eles vendem. Sabe que ficou uma delícia. Confira:

Ingredientes:

  • ½ limão Tahiti
  • 1 e ½ colher rasa (sopa) com açúcar
  • 1 dose de cachaça Prata (60ml) – Usei nesta receita a Bassi
  • Gelo à vontade

 

Modo de preparo:

 

Fazer a base da capirinha tradicional: amassar o limão com o açúcar;

Acrescentar as folhas e flores de Jambu e amasser bem para soltar as substâncias da planta que deixam a língua levemente adormecida.

Agora, acrescentar o gelo

Por último, colocar a cachaça bidestilada e misturar bem;

Só decorar a borda do copo com uma lâmina de limão e colocar um raminho de jambu no centro do drink para finalizar a decoração, afinal, visual garante 50% de sucesso da caipirinha.

 

Está pronto o drink, só saborear! Mas, lembre-se: Beba com moderação para não estragar a diversão.

Caipirinha Serrana

Neste fim de semana, de 08 a 10 de julho, estive em Monte Verde (MG) para prestigiar o Festival de Inverno 2016 e foi uma delícia. Por 3 motivos: estava precisando de um fim de semana para descansar, estava na acompanhada do meu marido e com minha amiga-irmã, Kelen Garcia e o esposo dela. Rimos muito, comemos bastante e nem uma crise de tosse alérgica que a acometeu, atrapalhou nosso passeio.

Foi tão bom que me inspirei para fazer uma caipirinha em homenagem ao Blog Longe e Perto da colega Carla Caldas. Estou tão em empolgada e comprometida com as postagens para o blog que quando viajo levo a tira colo o meu kit caipirinha, saio desbravando alambiques e faço um drink temático (risos).

Neste aqui usei cachaças Filha da Truta do alambique que fica ao lado do famoso Restaurante Paulo das Trutas, bem lá nas montanhas do Distrito. Usei a Cachaça curtida com a fruta cambuci porque vi várias recomendações na internet e fiquei curiosa, mas a base foi com videstilada por recomendação do Vitor que nos atendeu no alambique. Na ocasião ele mencionou que este tipo de cachaça permite sentirmos melhor o sabor e não dá dor de cabeça.

Para finalizar e deixar a caipirinha bem temática ao Distrito de Monte Verde (MG), passamos na borda o composto que minha amiga comprou na tia Nata para tentar acalmar a crise de tosse e febre que ela vinha tendo e finalizamos decorando com açúcar. Este composto foi feito à base de mel, agrião, eucalipto, guaco e extrato de própolis deu o toque final na hora de saborear. O marido dela, Alexandre Montini, provou e aprovou a receita que você confere abaixo – drink individual.

 

Ingredientes:

  • ½ limão siciliano (como este limão é grande e tem muito caldo, optei por usar apenas a metade)
  • 1 colher (chá) de grãos pimenta rosa
  • 1 e ½ colher rasa (sopa) com açúcar
  • ½ dose de cachaça bidestilada (30ml) – Filha da Truta
  • ½ dose de aguardente com cambuci (30ml) – Filha da Truta
  • Composto mel, agrião, eucalipto, guaco e extrato de própolis – Tia Nata
  • Gelo à vontade

 

Modo de preparo:

Fazer a base da capirinha tradicional: amassar o limão com o açúcar;

Acrescentar os grãos de pimenta rosa e amassar de leve;

Em seguida, acrescentar a cachaça bidestilada e misturar bem;

Daí, já decora a borda do copo no qual a bebida será servida;

Passamos o composto de mel, agrião, eucalipto, guaco e extrato de própolis em toda a borda;

Passamos a borda no açúcar refinado, mas pode ser cristal mesmo. O Cristal é melhor ainda poque não deixa escorrer;

Colocamos a base da caipirinha no copo decorado;

Acrescentamos o gelo;

Daí vem a cachaça Cambuci sobre o gelo;

Finalizar a decoração do copo colocando uma lâmina de limão também na borda para dar um charme.

 

Está pronto o drink, só saborear!

Queridinha no Brasil, cachaça faz 500 anos sem conquistar mercado mundial

Créditos – Fonte: Site Folha S. Paulo
Texto: Tatiana Freitas de São Paulo – 10/ 01/ 2016 – Foto: Vinicius Pereira (Folha Press)

Aos 500 anos, completados em 2016, a cachaça ainda não encontrou o seu espaço no mercado internacional e enfrenta dificuldades para manter o crescimento no segmento premium, destaque do setor nos últimos anos. Criada em 1516 num engenho na feitoria de Itamaracá (PE), a cachaça fez um voo de galinha na exportação.

As exportações caíram 27% em receita e 17% em volume no ano passado, segunda dos da Secex (Secretaria do Comércio Exterior). A receita,  de US$13,32 milhões em 2015, foi a menor desde 2007.

Apesar de os EUA (segundo principal importador) terem reconhecido oficialmente a cachaça como genuinamente brasileira, a bebida ainda não decolou no exterior devido à falta de investimentos em promoção, segundo fabricantes.
“As exportações cresceram em anos anteriores porque o Brasil estava na moda. Mas o produto é um mero desconhecido lá fora.”, diz Maria das Vitórias Cavalcanti, diretora de relações internacionais da Pitú, uma das maiores exportadoras do país. Apenas 1,2% do volume de vendas da empresa vai para o exterior.

O pico da exportação ocorreu em 2014. A Copa do Brasil estimulou o interesse pela bebida, mas o setor não conseguiu manter o resultado, mesmo com a ajuda do câmbio.

“Para ser player mundial, é preciso investir”, diz César da Costa Rosa, presidente da Velho Barreiro, em que as exportações representam 3% do negócio. Estudos da companhia mostram que seria necessário um investimento de US$110 por produto de venda no exterior para a cachaça começas participar do mercado mundial de destilados.

“O setor sozinho não tem caixa para fazer isso”, afirma.

O Brasil produz 800 milhões de litros por ano de cachaça, ou 4% do mercado global de destilados, segundo a Euromonitor. A exportação não chega a 2% da produção.

BRANQUINHA

A cachaça embarcada é a “branquinha”, para elaboração de caipirinhas. Tem baixo valor agregado. Mais da metade é exportada a granel, e são poucos os fabricantes de bebida envelhecida que se dedicam ao mercado externo.

A gaúcha Weber Haus é uma delas. Cerca de 35% do faturamento dedicado ao segmento premium e de orgânicos, é proveniente de exportações. “O setor ainda está sendo descoberto no mundo. Estamos trabalhando para divulgar a cachaça como opção de consumo em doses, afirma Evandro Weber, sócio-diretor.

Apesar de reconhecer os esforços recentes da Apex (Agência de Promoção às Exportações), as empresas afirmam que é preciso mais. Defendem que o governo vista a camisa da cachaça como produto típico nacional.

As críticas se referem não só à promoção da bebida no exterior como ao sistema tributário, que estimularia a informalidade – situação que abrange 85% , segundo o Ibrac (Instituto Brasileiro de Cachaça).

Sob o ponto de vista do Comércio Exterior, a Apex afirma que houve pouco tempo para que suas ações se convertessem em números – o trabalho da agência com o setor teve início em 2012.

Segundo Cristiano Braga, gerente de exportação da Apex, o governo investiu R$5 milhões nos últimos anos para promover a cachaça. Mas ele diz que dinheiro não é tudo. “A expansão depende também da capacidade de organização do setor”.

A tequila mexicana, cuja exportação supera US$ 1 bilhão por ano, é citada como exemplo pelos produtores.

Mas o presidente do Ibrac, Carlos Lima, diz que o avanço da bebida está relacionado à organização do setor. “O governo deu autonomia ao conselho regulador da tequila, uma instituição privada, que se autofinanciou. Precisamos de algo semelhante”.

AUMENTO DO IMPOSTO

A principal queixa do setor hoje é a tributação. Em dezembro, houve alta do IPI, que passou de até R$2,90 por litro para uma alíquota de 25% sobre o valor final do produto.

A medida afeta principalmente o mercado premium. O IPI sobre uma garrafa de R$50,00 foi de R$2,90 para R$12,50. “Vamos ter de reduzir produção e pessoas e parar de investir”, diz Weber.

Para Lima, o aumento de impostos pode atrapalhar  o desenvolvimento deste segmento, o único que vinha crescendo no país. Em 2015, até agosto, as vendas totais de cachaça caíram 4% em volume, segundo a Nielsen. Em valor, houve aumento de 7%. “É um sinal de que o público está valorizando mais a qualidade”,  diz Jairo Martins, especialista em cachaça.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/mercado

Crise X Mercado: Alta carga tributária da cachaça incentiva informalidade

Não é apenas a cachaça e a caipirinha que dão destaque internacional ao Brasil. Nosso país também se destaca mundialmente pela alta carga tributária que possui. Segundo uma pesquisa realizada pelo G1, em 2014, mais de 80% do valor de uma garrafa de cachaça correspondia a impostos. Essa enorme taxa é muito prejudicial para o mercado dos pequenos produtores, que viram sua carga aumentar após a introdução da Substituição Tributária e que desde julho de 2015, teve uma base de cálculo chegando a 124,97% na diferença de impostos entre os estados. O aumento afeta o mercado, que se vê cada vez mais retraído, e faz com que a cachaça, em especial de pequenos produtores, chegue mais cara ao consumidor final.

Segundo Eli Wernerck, produtor da cachaça Werneck, a Substituição Tributária – método de arrecadação do governo que adianta para a indústria (no caso, os produtores) a cobrança do ICMS de toda a cadeia de comercialização -, no conceito, não é errada. “Ela simplifica a fiscalização e já é usada há muito tempo em outros setores. O que é totalmente errado é aplica-la  no comércio onde esse imposto não é devido”, explica. No geral, os pequenos produtores concentram suas vendas no comércio, em estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional – regime tributário diferenciado que torna o adiantamento indevido.

Produtores informais e a alta carga tributária

O especialista em cachaça José de Oliveira Filho acredita que a alta carga tributária do país é uma das responsáveis pela grande quantidade de produtores informais. Para ele, que se diz otimista apesar de tudo, “o mercado será invadido em breve por grandes companhias e uma profissionalização necessária dos alambiques maiores para sobrevivência”.

Werneck também aposta no otimismo em relação ao futuro do mercado de cachaça de alambique, defendendo que os produtores Micro Empresa pudessem se enquadrar no sistema Simples Nacional para diminuir a carga tributária. Mesmo assim, “pequenos produtores que não primam por qualidade vão continuar na clandestinidade ou se tornar fornecedores dos grandes”.

Fonte: www.mapadacachaca.com.br

Carga tributária sufoca pequenos produtores de cachaça

A carga tributária está sufocando um dos patrimônios do Brasil: a cachaça de alambique. Pequenos produtores têm enfrentado com muitas dificuldades o aumento dos impostos. No ano passado, o Governo Federal elevou em 30% a taxa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os produtores e importadores de bebidas alcoólicas.

A cachaça é a segunda bebida mais consumida do País, perdendo apenas para a cerveja. Seu consumo é quase 5 vezes maior do que o do whisky (348 milhões de litros) e da vodca (270 milhões de litros). Além disso, os micro e pequenos produtores de cachaça não podem se enquadrar no Simples Nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o consumidor paga 83,07% de impostos sobre o preço final do produto.

“A indústria de cachaça de alambique é uma indústria social, onde o mais importante são os empregos gerados, principalmente na zona rural, evitando o adensamento populacional nos cinturões das grandes cidades”, diz Moacir Menegotto, proprietário da cachaça Casa Bucco, do Rio Grande do Sul.

O pequeno produtor reclama do “poder arrecadatório” do fisco brasileiro, tratando todos os fabricantes de bebidas alcoólicas da mesma forma. “Nós pagamos as mesmas taxas dos grandes produtores”. E faz um alerta: “Para cada alambique que fecha dezenas de pessoas ficam desempregas e buscam a migração como alternativa”.

A mesma opinião é compartilhada pela empresária Jaqueline Calvo, da cachaça Dedo de Prosa, sul de Minas Gerais. “Estamos nadando contra a corrente. Pagamos R$ 2,90 de IPI pela garrafa, enquanto o grande paga três vezes menos. Quando poderíamos vender três caixas, vendemos apenas uma”.

Marcos Macedo, da cachaça Tiquara, do interior de São Paulo, acredita que se não forem tomadas providências muitos alambiques irão fechar ainda este ano. Segundo o Ibrac, o Brasil possui capacidade instalada de produção de cachaça de aproximadamente 1,2 bilhão de litros.

Atualmente, são mais de 40 mil produtores (4 mil marcas). As micro-empresas correspondem a 99% do total de produtores. Suas atividades agropecuárias incluem a produção de milho, feijão, café, e leite, entre outras, e a produção de Cachaça. O setor da Cachaça é responsável pela geração de mais de 600 mil empregos, diretos e indiretos.

 

Fonte: www.sindifisconacional.org.br

Cúpula da Cachaça já tem os participantes do Ranking 2016

Imagem arquivo das cachaças sem identificação degustadas para o 1º ranking da Cúpula da Cachaça, em Analândia, SP FOTO: Mauricio Motta/Estadão

Foram 4 meses de degustação, mais de mil cachaças concorrendo para a lista de 50 rótulos finalistas da segunda edição da Cúpula da Cachaça. Entre as selecionadas, estão algumas marcas inéditas como Authoral, Sanhaçú, Sebastiana e Reserva do Nosco e o resultado final será ainda este mês, em janeiro.

Na primeira etapa da seleção que começou em agosto com o voto popular pelo site,  qualquer pessoa podia indicar até três cachaças da preferência. De todas as indicadas, na primeira triagem, foram excluídas todas que não se enquadravam legalmente no Ministério da Agricultura,  sendo assim a organização chegou às 250 mais citadas. Vale destacar que foram registrados mais de 22 mil votos para mais de mil rótulos – mais do que o dobro do registrado na primeira edição, em 2014 (o evento é bienal).

Pré-Seleção – Os 250 rótulos aprovados, foram submetidos à seleção de um júri composto por 38 especialistas, além de famosos apreciadores de cachaça como o sommelier Manoel Beato, o barman Jean Ponce e o chef Rodrigo Oliveira. Foram três semanas de degustação para que eles reduzissem a lista para 50 rótulos que você confere logo abaixo.

Resultado Final – Nos próximos dias 22, 23 e 24 de janeiro, será realizado Ranking final em Analândia, e todas estas serão degustadas às cegas pelos 12 integrantes da Cúpula da Cachaça que as classificarão do 1º ao 50º lugar. Só relembrando, em 2014, as três mais bem colocadas foram, nesta ordem: Vale Verde 12 Anos (Betim-MG), Magnífica Soleira (Miguel Pereira-RJ) e Boazinha (Salinas-MG).

Confira as 50 finalistas do 2º Ranking Cúpula da Cachaça – 2016:
1. Anísio Santiago/ Havana
2. Áurea Custódio 3 anos
3. Authoral
4. Bento Albino Extra Premium
5. Canabella Ouro
6. Canarinha
7. Caraçuipe Ouro
8. Casa Bucco Ouro
9. Cedro do Líbano
10. Claudionor
11. Companheira Extra Premium
12. Coqueiro Prata (amendoim)
13. Da Quinta Umburana
14. Da Tulha Carvalho
15. Dona Beja Extra Premium
16. Engenho Pequeno
17. Espírito de Minas
18. Germana
19. Germana Heritage
20. Harmonie Schnaps Extra Premium
21. Harmonie Schnaps Prata
22. Havaninha
23. Indaiazinha
24. Leblon Signature Merlet
25. Magnifica Carvalho
26. Magnifica Reserva Soleira
27. Maria Izabel Carvalho
28. Mato Dentro Amendoim
29. Mazzaropi Carvalho Francês
30. Porto Morretes 12 anos Exp.
31. Porto Morretes Premium
32. Reserva 51
33. Reserva do Gerente Carvalho
34. Reserva do Nosco Ouro
35. Reserva do Nosco Prata
36. Sanhaçú Amburana
37. Sanhaçú Freijó
38. Santo Grau Cel Xavier Chaves
39. Santo Grau Paraty
40. Santo Grau PX
41. Sapucaia Reserva Família
42. Sebastiana Castanheira
43. Serra Limpa
44. Vale Verde 12 anos
45. Vale Verde 3 anos
46. Weber Haus Amburana
47. Weber Haus Carvalho/Cabriuva
48. Weber Haus Lote 48
49. Werneck Ouro
50. Werneck Safira Régia

A Cúpula da Cachaça: Fundada em 2013, a Cúpula da Cachaça começou como um encontro de amigos e especialistas em cachaça, reunidos em janeiro de 2013 no Chalé e Cachaçaria Macaúva, em Analândia (SP), convidados pelo dono do local, Milton Lima.

Três dias de muita conversa e cachaça depois, estava criada a Cúpula, que ao longo do ano planejou o primeiro Ranking, realizado em janeiro de 2014 na cachaçaria de Milton. Depois disso, o grupo foi convidado a integrar a Câmera Setorial da Cachaça, do Ministério da Agricultura.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/paladar/cupula-da-cachaca-divulga-as-50-finalistas-do-ranking-2016/